Na América é assim, um político tem algo a dizer sobre sua vida e conduta particular, se quiser ser eleito e permanecer no cargo deve provar coerencia. É de bom que seja religioso e também bem casado, fiel, pagador dos seus impostos e um sujeito confiável. Apesar da moda politicamente correta, na hora de eleger o povo americano prefere a segurança do comportamento coerente. Nos EUA, o cidadão de bem não virou uma caricatura a ser ridicularizada pela esquerda. Aliás a comunalha lá não tem muita força, é bem oprimida não só pelo capital, mas pala boa caça as bruxas que o país soube fazer no tempo certo.
São inúmeros os casos de políticos que renunciam porque sua vida particular e suas atitudes como cidadão diante de deveres, deixam um rastro sujo e a vergonha na cara os impele a isso diante de uma opinião publica forte e uma imprensa livre como acontece nos EUA.
Não vou citar o caso do governador de NY e nem do que assumiu em seu lugar já confessando previamente seus erros e se colocando de forma contida diante do cargo que vai ocupar. Quero chegar em outro ponto com tudo isso.
Lembrei-me também do Japão, onde a vergonha da honra manchada leva até ao suicídio.
Comparando com o Brasil, terra de todo a espécie de cinismo e hipocrisia, os políticos aqui podem deitar e rolar. Financiarem prostituição ilegal, fazerem conchavos com caixa 2, venderem a mãe, o estado, o cargo. Podem trair e promover suas amantes, a musas. Aqui tudo isso se perdoa pois o povo considera que nada disso ofende a conduta do político na hora de agir como representante de eleitores. Isso porque seus eleitores fazem o mesmo e até pior. Este cinismo é encarado pelos pseudo- intelectuais, da ordinária cultura brasileira, como uma liberação do povo, uma não hipocrisia.
O Brasil conseguiu denegrir a liberdade e até quem diria, a palavra que dá sentido a um dos maiores adjetivos deste povo, ser hipócrita.
Ser vulgar e aprovar a safadeza é a manifestação da ausência de pecado do lado de baixo do equador. Apenas um pecado aqui não será perdoado, o ateísmo. O político brasileiro, que não deve nada a ninguém é ainda ganha, além de favorecer sua existência “gelatinosamente” fácil, estará automaticamente absolvido se fizer choros arrependidos em nome de deus, falar em deus, dizer que acredita em deus.
Um político ateu está execrado nesta terra de misticismo exagerado e espiritualidade nula.
O cara acredita em deus, mesmo que seja numa versão de deus um tanto quanto incoerente como é o deus do PT. Não ser ateu e ter licença para depois agir como diabo. Esta é a maior exigência brasileira aos seus políticos. E deixa que a vida particular dos mesmos, fique no particular. Já se tem BBB e novela.



