terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cuba libre

Depois de 49 anos chupando o sangue do estado cubano, dos recursos de seu povo, Fidel castro renuncia a presidência ilegítima de cuba, na tentativa de manter seu hermano no poder e sustentar a ditadura comunista no país.

Raul Castro provavelmente promoverá a abertura econômica, e fará de cuba uma mini china. Os comunistas de shopping já começam a se mobilizar pedindo uma transição democrática pacifica, como se todos fossem idiotas de acreditar nisso.

Depois de matar, roubar, oprimir, os ditadores comunistas chegam a conclusão que está faltando luxo em suas vidas e optam pelo sistema capitalista, ainda que politicamente ainda sejam marxistas.

A china não é livre e seus produtos são uma porcaria. O povo chines vive em opressão assim como na Coréia do norte e em Cuba continuará a ser até que esta porcaria caia de vez.

Nem mesmo Rússia está livre, uma vez que Putin e seu comando são ainda ideologicamente comunistas. O kremelin ainda atua na Rússia com força.

Não quero ser pessimista e nem sou, estou aproveitando o momento para comemorar esta pequena vitória. Quando Fider for pro colo do capeta, eu farei uma festa maior. Certamente vou me unir ao povo de Miami, o que cuba poderia ter sido se não fosse a revolucion para la mierda.

Espero que os EUA aproveitem o enfraquecimento político de cuba com Raul no poder e dêem logo fim a esta agonia.

Oremos: Deus de poder e bondade, derrube as forças do mal escondidas das obras do comunismo, com as quais seus filhos de luz tem se confrontado em mais de um século. Eis a hora que clamamos neste evento por uma real libertação. Que caiam todos os que atentam contra a liberdade. Amém.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Ainda há tempo

Esta semana relembrei aquilo que nunca esqueci, que o rio de janeiro é uma porcaria de cidade insegura, um wester sem charme e nem heróis. Vivi uma experiência de assalto em família, algo que deixou a mim e a outros parentes e amigos em angustia profunda, pois pensávamos que os bandidos pudessem ter levado mais que dinheiro e celular.

Porém tudo correu bem, o bem que julgamos ser “o bem” nesta cidade caótica de rio de janeiro. Aqui nossa necessidade de sobreviver esperando a chance de morar em um lugar decente, longe desta terra cuspida por Carlota Joaquina, se manifesta em tentarmos esquecer que vivemos em uma guerrilha urbana patrocinada pelo tráfico. Dissimulamos o sofrimento com aquelas frases pseudo- otimistas “que bom que lhe poupou a vida!”

Eis a nossa condição de cidadãos meia boca de um país, meia boca. Que bem pode haver de fato ao ser roubado por marginais armados ou usuários de cartões corporativos?

Na verdade, o estresse que vivemos por morar em uma cidade como o rio de janeiro, já é uma morte lenta e uma violência culposa. “Ainda bem não aconteceu coisa pior com meu parente assaltado” assim diz a minha gratidão agonizante. Mas que viver bem e aliviado, para poder dizer que este Bem tem mesmo valor é sentido, vai muito além de sobreviver a um assalto que na menor das hipóteses traumatiza, causa síndrome do pânico e humilha seus impostos pagos. É mesmo muito tolerante o caráter brasileiro. E esta tolerância é vadia, daquelas de bordel, onde o povo se vender por pouco, promovendo a si mesmo uma sub existência.

Paralelo a isso eis que encontro em uma comunidade de cariocas exaustos, um vídeo documentário de 1936, que mostra, a cores, o rio de janeiro dos anos 30. Quase chorei ao ver as pedras portuguesas, tão limpas que o branco saltava a tela. Ausência de pivetes, flanelinhas, marginais, sujeira, e vandalismo. O que será que aconteceu com o rio? Seria simplório eu dizer novamente, que o rio de janeiro se prejudicou na transição da capital para Brasília. O Brasil se prejudicou, o sudeste se prejudicou, hoje vejo que vai muito além do carioquismo. Mas não há, também por outro lado, nada que me prove que seria diferente ter a capital aqui. O Brasil está praguejado, e a decadência social seria inevitável.

Preciso comentar no youtube este vídeo, pois lá encontrei o comentário de uma pessoa que termina dizendo que “ainda há tempo” referindo-se ao rio de janeiro, ainda em tempo de voltar a ser o que era. Vou comentar pois não agüento este absurdo cretino e brasilóide. Direi a ela que ainda há tempo de sair do estado e logo depois do Brasil. Sacode a sandália e não leva nem a terra daqui, se for capaz!


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

É doentio!

Nem a quarta-feira, nem as cinzas, nem a fome, nem as tragédias, nem os cartões corporativos, nada é capaz de parar este povo brasileiro.
Eu cansei, não vou mais negar a quem quiser saber que considero doentia, isso mesmo doentia! A forma como este povo reage a si mesmo e ao país em que vive.
A chamada alegria, hospitalidade, e demais “adjetivos” são mentiras que querem dar a este povo, não passam de um placebo existencial que esta raça brasileira engole todos os dias para evitar precisar concertar sua miséria diante da humanidade. É incompreensível a toda a filosofia humana, construída e assimilada por séculos, um comportamento como o do brasileiro.
Digo isso porque apesar do término do carnaval e apesar da Bahia existir, desde ontem o scrap de um dos jurados do desfile das Escolas de samba no Rio de janeiro, está sendo atacado pela mundiça ignorante, que vai até lá dizendo que ele foi ladrão de pontos de sua escola favorita e por isso ela perdeu. Vemos além da clássica incompetência para a derrota, um comportamento tipicamente brasileiro, uma falta de educação e senso do que tem valor real na vida. Orkut virou favela, repito!
Este povo está completamente alienado e está porque assim escolhe. Não, não há mais como ligar apenas a falta de educação moral o comportamento brasileiro. Este já vem de berço, a séculos se decaindo cada vez mais.
É desesperador por vezes como esta, saber que temos, nós, minoria pensante que carrega valores mais elevados, ter que dividir o espaço social com estas pessoas que vão no mínimo votar no PT, pois o estrago que este povo faz é muito maior.
Ousam no scrap do maestro e jurado Evaldo Santos, se julgarem em condição de discutir com ele sobre harmonia musical. Mais uma vez este poveco acreditando que o quem não sabe, entende mais do que quem estudou sobre o assunto.
Estamos na terra da gambiarra e do improviso. Não cantarei mais o hino nem em cerimônias oficiais as quais sou convidada, vou pular terra adorada, não tenho estomago pra adorar esta grosseria regada a xixi de baiano. Eu nem ia escrever sobre isso no blog, ia escrever sobre a divergência entre escolas e escolas de samba. Mas tudo se mistura e quero varrer esta avenida cheia de confetes vencidos, passar para outros temas e esquecer o carnaval. Termino este texto considerando que tudo isso está interligado.
Brasileiro briga pela escola de samba, que ainda não sei bem porque merece o título de escola. Mas é incapaz de reconhecer o valor de quem estudou, é incapaz de buscar no conhecimento a forma de se tornar uma sociedade menos selvagem.
Samba Brasil, não pela alegria, mas porque além disso, nada mais te restou.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Fidalguia de cuíca

Quando Dom João VI chegou ao brasil, em sua estratégia genial de não ver tomada a monarquia de Portugal, única que se manteve firme diante do império de Napoleão (fora Rússia que o venceu por condições diversas), trouxe consigo a corte, a biblioteca que hoje é nacional, abriu os portos do brasil, e aqui fundou escolas de medicina, belas arte, banco do Brasil, jardim botânico, desenvolvimento a cidade do rio de janeiro. Trouxe missão de artistas e cientistas. Promoveu o Brasil de colônia a sede do reino de Portugal.
Tudo isso é resumido hoje, mal contado hoje, debochado hoje, em enredos de escolas de samba no carnaval.
No Rio de janeiro, cidade que saiu da idade da pedra com a vinda de Dom João, o carnaval ganhou o tema de “Carnaval Real” em alusão ao tema que está sendo explorado da vinda da família real para o Brasil, a transferência real a 200 anos atrás.
Carlota Joaquina apelidou o Brasil de quinto dos infernos, saiu daqui sacudindo os pés para não levar nem o pó do que viu. Acredito que ela teve a visão profética de entender que este povo que aqui se formava, não saberia dar valor ao mundo novo que veio com a chegada da família real.
Hoje em tempos de creu, fidalguia é palavra refrão de samba. Todo o legado de Dom João, se torna plástico, lantejoulas e paetês na avenida, regado a muito samba, mulher pelada e interpretações diversas vindas dos carnavalescos.

É por isso que o Brasil, samba pra trás como diria Leandro Sarubo, anti Brasil conhecido no debate da MTV sobre este país, ano 2007.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Não sei sambar sobre a verdade

A escola de samba viradouro- não sei bem o que este nome pode significar- recebeu uma ação judicial para que não entrasse na avenida com seu carro alegórico representando o holocausto, pois usaria além disso um destaque de Hitler acima do carro, como que sambando sobre os corpos.

Esta situação é bem típica brasileira, me faz pensar no que é o carnaval nesta terra de máscaras. Pra começo de desaforo, os carnavalescos adoram uma polêmica antes do desfile, pois assim eles conseguem chamar a atenção para sua escola de samba, que muitas vezes naquele ano está apagada nos comentários da mídia.

E tem algo mais típico do brasileiro do que sambar sobre os corpos do seu holocausto diário? Não, não tem! Este é o brasilian way life se manifestando.

Houve pessoas amigas que me comentaram sobre o caso e disseram que deveria deixar o carro alegórico entrar na avenida, pro mundo todo saber quem é este povo. Sim seria uma ótima opção também, embora creia que o mundo já sabe que este povo é macaquito e tem orgulho disso.

Mas sansões da lei para a selvageria, é sempre uma boa lembrança de que o mundo é civilizado embora aqui não seja. A lei neste caso é a evolução humana impedindo a presepada dos carnavalescos sobre a tragédia da humanidade.

Vamos lembrar algo que os foliões já esqueceram, certamente! Ano passado, em uma semana antes do carnaval, uma criança era morta arrastada pelas ruas do rio de janeiro, depois de sua mãe ser arrancada do carro em um assalto. Na semana seguinte estavam todos lá, de bunda e línguas de fora, sambando, com algumas poucas faixas de hipócrita manifestação sobre a morte de João Hélio Fernandes.

Vamos considerar que há uma intimidade quase sexual entre as escolas de samba, suas comunidades e o tráfico de drogas. E isso vai desembocar lá nos assassinos de João Helio, que um ano depois foram condenados as penas limitadas do Brasil.

Ah o holocausto foi na Alemanha dos anos 40. Algo tão distante da realidade desta gente brejeira não é? Aqui só interessa os alemães solteiros e separados que vêm se esfregar nas mulatas cabrochas.

No céu, no mar, na terra, sobre todos os fatos e verdades da humanidade, samba Brasil!

Eu não esqueci!