quarta-feira, 26 de março de 2008

Reza forte

Na América é assim, um político tem algo a dizer sobre sua vida e conduta particular, se quiser ser eleito e permanecer no cargo deve provar coerencia. É de bom que seja religioso e também bem casado, fiel, pagador dos seus impostos e um sujeito confiável. Apesar da moda politicamente correta, na hora de eleger o povo americano prefere a segurança do comportamento coerente. Nos EUA, o cidadão de bem não virou uma caricatura a ser ridicularizada pela esquerda. Aliás a comunalha lá não tem muita força, é bem oprimida não só pelo capital, mas pala boa caça as bruxas que o país soube fazer no tempo certo.

São inúmeros os casos de políticos que renunciam porque sua vida particular e suas atitudes como cidadão diante de deveres, deixam um rastro sujo e a vergonha na cara os impele a isso diante de uma opinião publica forte e uma imprensa livre como acontece nos EUA.

Não vou citar o caso do governador de NY e nem do que assumiu em seu lugar já confessando previamente seus erros e se colocando de forma contida diante do cargo que vai ocupar. Quero chegar em outro ponto com tudo isso.

Lembrei-me também do Japão, onde a vergonha da honra manchada leva até ao suicídio.

Comparando com o Brasil, terra de todo a espécie de cinismo e hipocrisia, os políticos aqui podem deitar e rolar. Financiarem prostituição ilegal, fazerem conchavos com caixa 2, venderem a mãe, o estado, o cargo. Podem trair e promover suas amantes, a musas. Aqui tudo isso se perdoa pois o povo considera que nada disso ofende a conduta do político na hora de agir como representante de eleitores. Isso porque seus eleitores fazem o mesmo e até pior. Este cinismo é encarado pelos pseudo- intelectuais, da ordinária cultura brasileira, como uma liberação do povo, uma não hipocrisia.

O Brasil conseguiu denegrir a liberdade e até quem diria, a palavra que dá sentido a um dos maiores adjetivos deste povo, ser hipócrita.

Ser vulgar e aprovar a safadeza é a manifestação da ausência de pecado do lado de baixo do equador. Apenas um pecado aqui não será perdoado, o ateísmo. O político brasileiro, que não deve nada a ninguém é ainda ganha, além de favorecer sua existência “gelatinosamente” fácil, estará automaticamente absolvido se fizer choros arrependidos em nome de deus, falar em deus, dizer que acredita em deus.

Um político ateu está execrado nesta terra de misticismo exagerado e espiritualidade nula.

O cara acredita em deus, mesmo que seja numa versão de deus um tanto quanto incoerente como é o deus do PT. Não ser ateu e ter licença para depois agir como diabo. Esta é a maior exigência brasileira aos seus políticos. E deixa que a vida particular dos mesmos, fique no particular. Já se tem BBB e novela.


Combater a dengue brincando

Eu queria ser prefeita por dois dias, sem direito a ressurreição no terceiro dia, pois certamente depois de dois dias iam me aniquilar. Mas eu ia limpar a cidade do Rio (hell) de janeiro, da mesma forma que faria como governadora, ou como presidenta. Implantaria a lei “tolerância zero” e colocaria este povo no cabresto pela força, que a ignorância deve obedecer. Quem não gostasse, que viesse me pegar!

Somente muito tiro bem dado, muita porrada, proibição contém o estrago promovido pela ignorância brasileira, que vai muito além de eleger Collor, reeleger lula.

É dramático pensar e viver no meio desta selva de macacos, sem ofender os símios. De fato fazem parte desta classe de primatas que ofendem a espécie humana e de todos os macacos, pois não compreendem o horror de atraso em que vivem e ainda ousam sentir orgulho disso.

Estas semanas a selvageria brasileira esta visitando o cotidiano carioca através da dengue. Eu deveria atualizar este blog todos os dias com a capacidade de me revoltar com o que a cada hora me chega de “novidade” sobre a epidemia.

Hoje recebi a noticia de mais uma morte por dengue hemorrágica, e mais uma vez minha mentalidade de primeiro mundo se manifestou e a ira tomou conta de mim. Pena sermos tão poucos e oprimidos pela mundiça. Esta hora por menos que isso, argentinos se revoltam, enquanto na cidade do rio de janeiro o prefeito se esconde, a mundiça toma banho na caixa d’água, e os emergentes deixam suas piscinas podres como berçários de larvas.

E ninguém faz nada. Tudo bem, a brama não suspendeu a propagada com zeca pagodinho enaltecendo o jeitinho brasileiro. Claudia leite não vai adiar o lançamento do seu cd. O bbb não deixou de fazer festa e este ano teremos olimpíadas. O comportamento mais nojento deste povo é o orgulho da sua mediocridade. Esta capacidade de brasileiro sorrir em meio aos sofrimentos não é esta superação que tanto querem nos vender desde que crescemos nesta bosta de paiseco, é de fato o sonso temperamento deste povo que prefere se alienar a por a mão no problema para resolvê-lo. Isso eu sei de cansar, isso aqueles poucos oprimidos reais que pensam como eu, também sabem de cansar.

Mas vivemos agora também com nossa vida sendo ameaçada pelo mosquito, que consegue ser uma forma de vida mais organizada e inteligente que o brasileiro. Consegue se aproveitar do jeitinho malemolente e indolente deste povo para desenvolver sua espécie.

As vendas de raquetes eletrificadas a pilha para matar insetos, aumentou nas lojas e camelódromos. É a forma idiota do carioca vencer a dengue, passar o dia brincando de Guga raquetando os mosquitos, enquanto os berçários não param de produzir mosquitinhos.

Estou começando a torcer pelos mosquitos, e pensar que deveria haver uma forma tão simples como a de evitar que eles nasçam, para evitar que esta mundiça se prolifere mais, garantindo não apenas dengue para muitos e muitos anos, mas a manutenção desta ignorância doentia, que não tem cura. Quero um repelente capaz de me repelir mosquitos e esta cidade imunda.




Raquete eletrica com a qual a denque será eliminada do Rio de Janeiro

quarta-feira, 5 de março de 2008

esFARCqueia mulata, esFARCqueia...to esFARCquiando... to esFARCquiando...

Na América latina, até mesmo uma ameaça de quase guerra se torna uma catimba futebolística, uma novela com representantes de nome composto e muito drama.

Depois de um começo de semana agitado, que incluiu o continente no cosmo universal, parece que hoje, quarta feira 5/03/2008, a OEA conseguiu fazer com que os ânimos de Equador e Colômbia se acalmassem diante dos flashs. Haja chá de coca!

Representantes das ONGs brasileiras engavetaram os projetos de passeatas a favor da paz, esperando uma nova oportunidade chavista de se sentirem um pouco como os cidadãos americanos, contra a guerra no Iraque. Contra alguma coisa! Podendo manifestar sua participação consciente no conflito. Estou em gargalhadas pela mediocridade latino- americana, mas no puedo deixar de confessar que o fim deste clima de quase porrada, me dá uma frustração como um espectador de Big Brother que depois do fim do programa se pergunta o que vai fará da vida.

Velha história, pobre quando ganha atenção exagera!

E fato que toda a soberania deve ser respeitada e nenhum país pode sair invadindo o território do outro por qualquer motivo. Sim, o Equadro é um país, eu o reconheço pois não faz fronteira com o Brasil, tenho esperanças com o Equadror.

Mas as FARC respeitaram a soberania do Equador? A impressão que temos a muitos km de distância da Amazônia (graças a Deus!) é de que nas fronteiras da mata entra e sai quem quer. É igual...ah você sabe.

O ato da Colômbia contra a guerrilha terrorista das FARC, que combate e ameaça a segurança e democracia no país a 30 anos, tomou um tamanho maior do que se esperava. O presidente do Equador hoje totalmente inflamado, dizia que foram encontrados corpos no seu território, em tom alarmado de voz, parecendo um personagem de Maria do bairro. Só faltou dizer: corpos de crianças inocentes que passeavam no jardim. Aqui tudo tem este tom de novela regada a comida pesada. Teve até o patriarca dado como morto se levantando para reclamar os direitos da família e acusar os inimigos. Fidelito não perdeu o fôlego para dizer que a culpa é da conspiração Yank. Estou pensando que na lápide de Fidel, vai estar escrito: “Me voy, pero la culpa eres de la conspiracion Ianque”.

Apesar da aparente paz promovida em reunião na OEA, o que fica ainda sem resposta é o que será feito das FARC? Por que o presidente Mollusco não se pronunciou contra as FARC dando maior ênfase ao ato colombiano do que ao motivo deste ato, tão ou mais escandaloso para a América do Sul? O que será feito dos reféns das FARC? E Hugo Chavez, e suas tropas com tanques na fronteira da Colômbia? Aliás, existe vida depois de Hugo Chavez?! A barriga da Shakira é conseguida apenas com dança do ventre?

A demagogia esquerdista mais uma vez toma conta da América do sul. O ministro Celso Amorim disse que os EUA não deveriam e nem devem se meter, pois isso é um assunto da América do sul em primeiro plano e depois América latina. Os EUA deveriam mesmo dizer: não vamos domesticar ninguém! Entendendo a novela, se os EUA apóiam a colômbia no combate aos bandidos das FARC, quem faz trato com bandido?

Hoje via um debate na TV e um esquerdopata sempre vindo com seus relativismos, tratou as FARC como se fosse um grupo a caminho da legalidade política. Como comentei em um tópico da comunidade comunistas caricatos, é muito realismo fantástico, é muita saramandaia. E depois desta paz “harmônica” respiram aliviados mais uma vez os que têm o rabo preso na selva amazônica. Ninguém mais vai falar dos documentos encontrados pela Colômbia, citados por Uribe? Chavez manda dizer que se trata de mentira. E quem vai provar, o Kiko?!

Eu apoio em meio a esta bagunça oficial e a este desvio de foco sobre o assunto, tudo que combata as FARC e seus colaboradores. Nisso estou com Bush!

Mais uma vez sou obrigada por ética a ficar do lado dos EUA. E a compreender como é miserável é a política latino americana cheia de filhotes de Fidel. Imaginem o que não foi dito nas aulas de história Brasil a fora durantes estes dias em? Muitas perguntas, improvidosos de respostas. E ainda faltam 700 reféns em poder das FARC.

Que Dios los proteja.



Invade meu território...

...esFARCqueia-me!