sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Ainda há tempo

Esta semana relembrei aquilo que nunca esqueci, que o rio de janeiro é uma porcaria de cidade insegura, um wester sem charme e nem heróis. Vivi uma experiência de assalto em família, algo que deixou a mim e a outros parentes e amigos em angustia profunda, pois pensávamos que os bandidos pudessem ter levado mais que dinheiro e celular.

Porém tudo correu bem, o bem que julgamos ser “o bem” nesta cidade caótica de rio de janeiro. Aqui nossa necessidade de sobreviver esperando a chance de morar em um lugar decente, longe desta terra cuspida por Carlota Joaquina, se manifesta em tentarmos esquecer que vivemos em uma guerrilha urbana patrocinada pelo tráfico. Dissimulamos o sofrimento com aquelas frases pseudo- otimistas “que bom que lhe poupou a vida!”

Eis a nossa condição de cidadãos meia boca de um país, meia boca. Que bem pode haver de fato ao ser roubado por marginais armados ou usuários de cartões corporativos?

Na verdade, o estresse que vivemos por morar em uma cidade como o rio de janeiro, já é uma morte lenta e uma violência culposa. “Ainda bem não aconteceu coisa pior com meu parente assaltado” assim diz a minha gratidão agonizante. Mas que viver bem e aliviado, para poder dizer que este Bem tem mesmo valor é sentido, vai muito além de sobreviver a um assalto que na menor das hipóteses traumatiza, causa síndrome do pânico e humilha seus impostos pagos. É mesmo muito tolerante o caráter brasileiro. E esta tolerância é vadia, daquelas de bordel, onde o povo se vender por pouco, promovendo a si mesmo uma sub existência.

Paralelo a isso eis que encontro em uma comunidade de cariocas exaustos, um vídeo documentário de 1936, que mostra, a cores, o rio de janeiro dos anos 30. Quase chorei ao ver as pedras portuguesas, tão limpas que o branco saltava a tela. Ausência de pivetes, flanelinhas, marginais, sujeira, e vandalismo. O que será que aconteceu com o rio? Seria simplório eu dizer novamente, que o rio de janeiro se prejudicou na transição da capital para Brasília. O Brasil se prejudicou, o sudeste se prejudicou, hoje vejo que vai muito além do carioquismo. Mas não há, também por outro lado, nada que me prove que seria diferente ter a capital aqui. O Brasil está praguejado, e a decadência social seria inevitável.

Preciso comentar no youtube este vídeo, pois lá encontrei o comentário de uma pessoa que termina dizendo que “ainda há tempo” referindo-se ao rio de janeiro, ainda em tempo de voltar a ser o que era. Vou comentar pois não agüento este absurdo cretino e brasilóide. Direi a ela que ainda há tempo de sair do estado e logo depois do Brasil. Sacode a sandália e não leva nem a terra daqui, se for capaz!


6 comentários:

Anônimo disse...

Hahahahaha!

Hoje em dia o vídeo iria se chamar "Rio de Janeiro - City of Mundiça"

Huhuahuahua!

Anônimo disse...

chiqueiro+porcos+lixao+esgoto=RJ

Povinho de merda de sotaque horroroso que só pensa em carnaval, funk e que vive em uma merda de cidade horrorosa, imunda, violenta, cheia de gente feia encardida e que ainda acha essa bosta de lugar uma maravilha, só pode mesmo ser conhecido como carioca(eita nominho feio).

Para se sentir bem em cidade dessa só sendo mesmo uma mistura de porco rato e gambá.

Pode reparar que as pessoas que defedem essa bosta de cidade seguem o mesmo padrao: sao encardidos, de aparencia horripilante, complexados(por serem encardidos, feios, com cara de mendigo e de cabelo sarará) e contadores de vantagem(querem compensar no papo).

O brasil é uma merda, mas dentro da merda, ainda existe um lugar que é o pior de todos.

Se o brasil é o cu do mundo, o lixo de janeiro é o cu do brasil.

Sagesse disse...

Oi... Estive lendo uns posts do seu blog e gostei da sua sinceridade.
Olha, na minha opinião, o RJ seria mais seguro se não tivesse havido a transferência da capital para Brasília. E por um simples motivo: os políticos "peixe grande" iriam se preservar da violência e, por extensão, preservariam a cidade, ao menos nos lugares pelos quais circulassem.

Acho o Rio uma cidade mais do que linda e moraria lá se não fosse tão violenta.

Um abraço.

Anônimo disse...

Assim o farei quando finalmente me dar a chance de sair deste fim de mundo : Vou bater os sapatos no chão e pensar: "desta terra ingrata e absurda, não levo nem a terra dessa desgraça!".

Vc sabe que um dia seu dia chegará, querida. :)

Anônimo disse...

Assim o farei quando finalmente me dar a chance de sair deste fim de mundo : Vou bater os sapatos no chão e pensar: "desta terra ingrata e absurda, não levo nem a terra dessa desgraça!".

Vc sabe que um dia seu dia chegará, querida. :)

Anônimo disse...

O rio de janeiro cu do brasil disse tudo hahahahahaha.