sábado, 22 de dezembro de 2007

Zelite Christmas

Um tema convencional, festas de final de ano. Sim, por um momento até pensei que ia escapar deste clichê, pensei também que poderia repetir o texto do ano passado, já que pouca coisa muda, mas não, dizer que pouca coisa muda no Brasil é desmerecer a criatividade do nosso povo brejeiro, não é mesmo minha gente endividada?
É o extermínio do natal das “zelites”. O décimo terceiro já ocupou o lugar do menino Jesus na manjedoura, de tão esperado. Dívidas, juros, poder da classe média indo pelo ralo a baixo, pisca- pisca de varanda, fazem renascer o comércio de rua cheio de artigos chineses de décima mão e decreta a falência agonizante dos shoppings.
Falta pouco, minhas previsões estilo mãe Diná anunciam que breve teremos o caos dos shoppings, e vamos fazer fila para comprar cenoura e rabanete na feira popular do PT, isso quando estas leguminosas estiverem à disposição. O comércio de rua anuncia que nunca vendeu tanto em dez anos, já as lojas de shopping pela primeira vez em 10 anos, são obrigadas a deixarem seus vendedores sentados.
Quem nunca vai quebrar é quem vende pra mundiça, esta classe única e tão brasileira que parece se firmar a cada ano como produto nacional e patrimônio do país. Casas Bahia, Pernambucanas, derivados de 25 de março, continuam fazendo a alegria do Saara mundiçal. Só que desta vez as bronzeadas da laje terão que disputar a oferta relâmpago às tapas, com as ex patys bem penteadas da classe média neopobre.
Apesar da CPMF ter acabado e seu talão de cheque ser apenas uma lembrança vintage, continuo desejando a você um natal no ventilador de teto, já que o ar condicionado também caiu no desuso. Espero que este ano de 2008 eu consiga continuar a minha terapia no blog, e partilhemos juntos o desgosto, de não sermos burros no Brasil e de sabermos conjugar o verbo Ser em todos os tempos verbais.

3 comentários:

Anônimo disse...

Hahahahaha!

Adorei o texto Ácida...Bom fim de ano pra vc...

Unknown disse...

Zelite de merda que compra feito louca para depois começar o tal novo ano da mesma merda cada vez pior endividados até o pescoço.
Não sei o que tem para comemorar nesse lixo de final de ano.

Anônimo disse...

Ao invés de dar melhores condições pro povo, a tal igualdade social que fazem no Merdil é deixar todo mundo pobre. O poveco, obviamente, adora. Afinal, está vendo seus sonhos se realizando: As pessoas "metidas e arrogantes" (ter dinheiro no Merdil é sinônimo disso) ficando sem grana e "humildes" como eles.